Paróquias do Porto Santo

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Capela da Graça

História

Esta capela, dedicada ao culto de Nossa Senhora da Graça, situa-se a sudoeste do Pico do Castelo, mais precisamente no Pico da Feiteira, ou rocha de Nossa Senhora, é como popularmente conhecida.

Não se conhece ao certo a data da construção desta primitiva ermida por falta de documentos, devido aos roubos dos livros e dos arquivos dos portossantenses pelos piratas. Julga-se, no entanto, ser um dos mais antigos templos religiosos construídos no Porto Santo, por existirem referências de 1533, como sendo uma «ermida muito devota» ou um templo de grande devoção, mas no século XVIII entrou em ruína: diminuíram os assaltos de piratas e a sua utilidade foi menor.

Foi este pequeno santuário, lugar de culto e de fé da população do Porto Santo, mesmo quando teve em ruínas entre 1813 e 1949.

Ficou assim o Porto Santo e a sua população sem a capela de Nossa Senhora da Graça, durante 136 anos, impedido de prestar culto à mais devota padroeira da ilha. Por isso e depois de uma visita à capela em Agosto de 1946, o Bispo da Diocese do Funchal, D. António Manuel Ribeiro, sugeriu ao padre Silvano, a reconstrução da mesma.

Edifício

De fundição muito antiga foi várias vezes saqueada e incendiada por piratas. Nos princípios do séc. XIX, a capela estava francamente arruinada quando o governador da ilha, Manuel Inácio de Avelar Botero, a mandou reconstruir. A recuperação foi interrompida, encontrando-se em 1921 novamente em ruínas. Em meados do séc. XX recolheram-se fundos em todo o arquipélago da Madeira e também junto da comunidade de emigrantes com o objectivo de reerguê-la. Teve a ajuda preciosa da população do Porto Santo e dos seus emigrantes. Trata-se de um edifício religioso com uma simbologia e um carinho especial para as comunidades do Porto Santo.

Uma das lendas
Certo dia, umas pessoas encontraram uma imagem de Nossa Senhora metida numa rocha, perto do lugar das Casinhas. Acharam que o melhor lugar era na igreja matriz e foram levá-la para um altar. Só que a imagem não ficava, pois, passada uma noite, regressava ao lugar onde aparecera primeiramente. Então, as pessoas pensaram que o melhor era fazerem ali mesmo uma capela, mas não passaram dos alicerces porque se lhes acabou o dinheiro.
E as coisas assim ficaram durante alguns séculos até que em 1949, o povo de Porto Santo sentiu que deveria acabar de fazer a tal capela para a imagem. E se o pensaram, realizaram-no. Foram à Serra de Fora buscar os materiais necessários e fizeram romarias e festas até conseguirem o suficiente para ergueram a capela da Graça.
E lá está. A primeira missa que se celebrou na capela foi a 15 de agosto de 1950. No seu altar, a imagem de Nossa Senhora sente-se confortável, tanto que nunca mais de lá saiu.
Bibliografia:

MENEZES, Fátima. Inventário do Património Imóvel da Ilha do Porto Santo, Câmara Municipal do Porto. Santo, 2009, p. 130.